“Chainsaw Lullaby” terminava com as palavras “welcome to my head”. “Gods In The Mirror” olha ainda mais fundo — no espelho.
A palavra “mirror” aparece aqui treze vezes; “god” e “gods”, catorze.
Pó no vento
Os primeiros versos: “I was a shadow crawling on somebody’s floor / Begging for scraps of love behind every closed door” — eu era uma sombra rastejando no chão de alguém, pedindo restos de amor atrás de cada porta fechada.
E depois: “They told me I was nothing, just dust in the wind” — me disseram que eu não era nada, só pó no vento.
Em “Heavy Route”, “dust in the wind” aparecia em “Legacy” — como um pensamento calmo sobre o dia em que eu não vou mais estar aqui. Aqui as mesmas palavras são um insulto que fizeram alguém acreditar.
Eu era cego
A primeira estrofe termina com o verso: “Until the mirror cracked open and showed me the sky…” — até o espelho rachar e me mostrar o céu.
O pré-refrão: “I was blind… but now I see… / The god they buried… is waking in me…” — eu era cego, mas agora vejo; o deus que eles enterraram está acordando em mim.
“I was blind but now I see” são palavras conhecidas do hino “Amazing Grace”. Lá se trata de uma graça que vem de fora. Aqui, de algo que acorda por dentro.
A coroa que eu esqueci
A segunda estrofe: “Every scar on my soul is a crown I forgot” — cada cicatriz na alma é uma coroa que eu esqueci.
Em “King Of My Chaos”, no disco anterior, o mesmo verso terminava de outro jeito: as cicatrizes eram um troféu na parede. Aqui são uma coroa.
A estrofe termina num encontro com o reflexo: “Looking at the mirror… and the mirror looks back at me” — olho o espelho, e o espelho olha de volta para mim.
Sempre fui eu
O refrão: “Gods in the mirror! / I see their eyes! / … / I was the victim… now I’m the divine…” — eu era a vítima, agora sou o divino.
No último refrão aparece pela primeira vez nesta faixa a palavra “we”: “We see them now!” e “We own the flames!”.
E o outro diz o que se procurava o tempo todo: “Gods in the mirror… / I finally see… / The god I was looking for… / was always me.” — o deus que eu procurava sempre fui eu.
Você pode ouvir a faixa no Spotify, Apple Music e YouTube Music.
No próximo post falo sobre “My War Is Holy” — sobre uma guerra que não é por dinheiro nem por fama, e sim pelo homem que tentaram matar.
Obrigado por estar aqui.
Adam Smentoch
criador do projeto Dust Anthem





